segunda-feira, agosto 14, 2023

desabafo (k)

 Sorrir de verdade ou não sorrir de maneira nenhuma ou sorrir de hipocrisia? Estes são os modos de sorrir que muita vezes se procuram e encontram (ou não). Há quem peça sorrisos verdadeiros quando o estado de alma assim não o quer fazer. Há quem não queira os sorrisos porque esses não lhe dão nada de novo sobre a pessoa. Há quem queira simplesmente que se mostre um sorriso porque assim sempre pode alegrar o seu dia. E o meu dia? E o nosso dia? E se o coração não quer sorrir? Às vezes não são os sorrisos que importam mas a mão próxima, a palavra escutada, a presença fraterna, uma mensagem escrita ou falada... Às vezes não são os sorrisos que contam, mas sim a proximidade. Precisa-se mais de mais proximidade, de mais toque, de mais palavras sinceras e fraternas, para que os sorrisos possam surgir como verdades do coração e da alma. 

quinta-feira, agosto 10, 2023

desabafo (j)

 Ódio. Uma palavra muito forte, tal como o próprio sentimento e forma de vida são terríveis e corroem a própria vida. Ouvir da boca de alguém a dizer: "odeia-te", é impactante e triste. O impacto é por ser algo tão mau que não se compreende o porquê de haver "ódio" no coração de alguém, mas que depois se transforma em tristeza porque não se entende o porquê de haver ódio se eu não fiz nada para ser alvo e ser tratador desse mesmo ódio. À medida que o tempo passa, já não é só o que se ouve dizer que odeia que causa impacto, mas o não saber a razão do ódio e o não entender o porquê de algo tão mau continuar a existir. Depois surge outro pensamento: porque é que se alimentam ódios, quando já se sabe que o ódio corrói, destrói e mata a vida. Isto podem parecer só pensamentos soltos, mas o ódio é inexplicável, ao passo que o amor é confortante e dá sorrisos e palavras boas. Fora o ódio! Haja só Amor!  

segunda-feira, agosto 07, 2023

desabafo (i)

 De repente, olho e vejo, a ternura e simplicidade de gestos genuínos, mas incompreendidos pelos demais. Que mal haverá em sorri e dar uma gargalhada genuinamente? Faz mal a alguém ou faz bem à alma e pode ser um contágio inebriante e refrescante para a vida de alguém que ouve e pode querer participar na gargalhada? Não será que já se é sisudo demais na vida e por causa da vida, para que se deixe de gargalhar a própria vida? É certo que há gargalhadas que não apetecem ser dadas nem ouvidas, mas podem ser necessárias para dar a volta a algumas situações que apertam mais a própria vida do que a libertam. Gargalhar a vida com força, porque, como alguém sábio dizia: "tristezas não pagam dívidas e lágrimas não regam lameiros".

quarta-feira, agosto 02, 2023

desabafo (h)

Há realmente muitas coisas se se passam ao redor que não se dá conta delas, seja vida de pessoas próximas e/ou conhecidas, seja sobre o que se diz ou pensa sobre nós mesmos. É "estranha esta forma de vida" porque parece que nos é exigido sermos pessoas perfeitas, sem falas e há sempre alguém à espreita para que à primeira ou segunda quedas se apontem dedos e palavras afiadas, sem pensar no outro lado e sem pensar em si mesmo. É realmente "estranha esta forma de vida" que pouco é de cuidar do bem do próximo, mas que se revela na procura do seu mal e da sua desgraça. Surge-me o pensamento: dos que nos querem mal, livrai-nos Senhor.  Querer mal a alguém só por querer ou por não se concordar com algo da sua vida, é uma "estranha forma de vida". Hoje dou comigo a pensar na grande falta de coração humano. Coração humano que sabe e consegue olhar o outro pelo que ele é e não pelo que eu queria que ele fosse. Coração humano que ame com as limitações próprias da humanidade, mas que vá além das limitações e consiga ver bem mais que o próprio umbigo. Respira,... serena,... reza um pouco,... as "estranhas formas de vida não passam" mas podem vir a ser mais toleráveis.