quinta-feira, abril 02, 2026

reflexão... (51) Viver a Ressurreição, viver na luz de Jesus.

 


Na realidade de um mundo que atualmente vive com mais trevas do que com luz, possa ser difícil identificar os sinais da Ressurreição. É importante que nós, discípulos de Jesus, tenhamos o coração e a vida dispostos a caminhar com Ele, por Ele e n’Ele, uma vez que só assim se experienciam e se pode dar testemunho da Vida Nova que nos é dada por Ele. Também é importante que os que estão com o coração mais longe e com dúvidas nos seus pensamentos, possam encontrar em nós a luz de Jesus. Há indecisões como as de Pilatos, acusações como as dos “grandes” do tempo de Cristo, solicitude como a de José de Arimateia. Tudo faz parte do quotidiano. Agora, cabe a cada um escolher o caminho que quer fazer: sozinho ou com Deus?

A luz de Jesus vem para iluminar a terra inteira. Por isso, seja cada um de nós corajoso para querer ter e ser um bocadinho da luz de Jesus. Deixemo-nos de viver por nós mesmos, com as certezas e opiniões meramente individualistas e egoístas, mas tenhamos a capacidade de ver mais além, olhar a imagem como um todo e não somente com o querer pessoal. A paixão e a ressurreição de Cristo, aponta-nos o caminho da Salvação para todos, todos, todos. Mas será que eu quero fazer parte do caminho da salvação? Disponho a minha vida para tal? As obras de amor ao próximo são muito importantes. As obras de amor a Deus são importantíssimas.

No tempo da celebração e vivência da Ressurreição do nosso Salvador, fiquem os nossos corações abertos a Ele. Que cada um possa estar aberto e querer caminhar na corresponsabilidade de irmãos no batismo e filhos de Deus. Seja o tempo  da celebração da Ressurreição de Cristo, mais uma oportunidade para ir ao fundamento do cristianismo, beber das primeiras comunidades cristãs, avaliar o que somos e como vivemos hoje e, sem medo, abraçar os desafios de Deus. 

Paz e Bem!

 

terça-feira, março 03, 2026

reflexão... (50) Onde experimento a bondade de Deus?

 


Desde cedo me recordo de ouvir estas palavras : “a bondade de Deus manifesta-se em todo o lado e nas pessoas em que menos se espera”. Sempre percebi o seu significado? Não. Vou percebendo a sua realidade de dia para dia, não questionando onde está a bondade de Deus, mas experienciando a bondade de Deus nas pessoas e em mim. Sim, hoje percebo e aceito cada vez mais que a bondade de Deus está nas pessoas, mesmo naquelas que parecem ser menos bondosas e naquelas que parecem ter ausência completa de bondade.

Não é uma forma consensual de se entenderem as relações humanas, eu sei. Também ouço de boas pessoas e bons corações as palavras: “olha que nem todos pensam, falam e sentem com bondade”. O que também é verdade! Isto sente-se “na pele” quando os lobos se disfarçam como cordeiros e, sem que ninguém veja (note/perceba), às vezes tiram a pele de cordeiro, para a tornar a vestir logo a seguir. Mas nestes também há bondade de Deus? Há, embora possa parecer meia escondida, a bondade está lá. Mas claro, para ela possa ser uma evidência o coração ter que estar na disposição e nas mãos de Deus. Pois é aqui que nem sempre se vê a bondade de Deus: quando os corações da Humanidade estão fechados a Deus e não deixam que Ele os toque.

Para que a bondade de Deus seja evidência na minha e nas nossas vidas eu tenho que lh’E dar todo o coração e confiar-lh’E tudo e colocar n’Ele toda a esperança. É um ato quaresmal, este... é um ato pascal... é um ato para fazer na vida, todos os dias!

Eu quero ser bom, eu quero ser mais de Deus e menos do mundo. Eu quero que a bondade de Deus possa ser sentida através de mim e quero senti-la com mais intensidade. Não deixe eu, nem ninguém, o ato de abrir o coração a Deus para amanhã, mas que ele aconteça e seja agora.

Paz e Bem!

 

domingo, fevereiro 01, 2026

reflexão... (49) Entrar no coração de Deus

 


Entrar dentro do coração de Deus, numa intimidade em que se sente a real presença d’Ele mesmo em mim, e que me ajude a querer procurá-l’O, estar com Ele e d’Ele não me afastar. Nem sempre é simples. Nem sempre é simples procurar, encontrar e ter momentos de verdadeira intimidade com o Senhor: são algumas as solicitações diárias, outras são as vicissitudes da vida, outros são os interesses e vontades pessoais e familiares, outra é a disposição que se traz no coração, e ainda, outras são as “coisas” que se dizem e dizem por aí e que podem acabam por “bloquear” a sintonia com Ele. Bem, já se sabe que quando eu quero muito alguma coisa, acabo por conseguir. Então, talvez, às vezes não se queira muito entrar no coração de Deus,… não se tenha grande vontade de estar em intimidade com Ele,... Não se tenha disponibilidade para trazê-l’O ao quotidiano. Eu quero mais. Tu queres mais?

Há aquela expressão que se usa: “já vai sendo tempo de…”. Não considero que seja uma expressão boa nem má, uma vez que o tempo nunca nos deixou, mas teremos sido nós a deixar que o tempo corresse demasiado, sem querer fazer parte dele. Assim, continua a ser tempo para: entrar dentro do coração de Deus, ter intimidade com Ele e encontrá-l’O no decorrer da vida.

Se eu quero e se alguém quiser, já somos alguns a querer e, consequentemente, já outros poderão querer mais. O testemunho da fé é muito importante. Um testemunho fiel e de abraço com Deus. Talvez uma simples questão de vontade ou de vontades em ser testemunho. Querer ser mais,… poder ser a continuação de algo que ficou parado, mas que é preciso para que Ele seja mais Luz na a vida de mais corações. Entregar mais a Ele,… Confiar mais n’Ele,… deixar que seja Ele a conduzir a vida. Sim Ele o Pastor, o Mestre o Condutor. Eu aquele que aprendo, que sou fiel e sou sua testemunha até ao fim dos tempos. Paz e Bem!

 

sexta-feira, janeiro 02, 2026

reflexão... (48) Senhor, que queres que eu faça?


Ano novo, vida nova. Será bem assim? Não consigo ser tão ousado em que agora seja tudo novo e tudo diferente. É preciso renovar, transformar, converter algumas coisas, as nossas vidas,… isso sim. Não serão todos e cada dia uma oportunidade para o fazermos?

Vivem-se muitas experiências: umas são plenas de sentido e outras vazias dele. Será bom viver muitas e muitas coisas? Experimentar muitas e muitas coisas? Porque não tomar a opção por viver experiências que dão sentido e que dão força à alma e ao coração? Claro que aqui refiro-me à descoberta e experiência da minha relação com Deus: na vida diária através da leitura e da escuta da Sua Palavra; da partilha de vida comunitária uns com os outros, sendo realidade o amor e o perdão; da oração pessoal e conjunta, numa dedicação diária e semanal a um tempo de silêncio e de palavras no coração. Sabendo todos que as nossas comunidades cristãs já foram mais ardentes na unidade, na assiduidade ao ensino, na Eucaristia e na Casa-oração, porque não pensar em fazer um caminho de Igreja que seja mais pleno de fé verdadeiramente cristã e menos de “interesse” em moldar a fé à conveniência pessoal de cada um? (Re)(descobrir) caminhos de unidade ao Senhor e necessidade do próximo; caminhos de encontro com o Senhor nos Sacramentos; caminhos de diálogo com o Senhor nas nossas casas, famílias e ambientes que vivemos e frequentamos.

Vem ao meu coração aquele refrão de um cântico: Deixa Deus entrar na tua própria casa, deixa-te tocar pela Sua graça, dentro em segredo, reza-lhe sem medo: Senhor, Senhor, que queres que eu faça?

Parece-me claro o que Ele quer que eu faça, mas é claro para todos nós? Sejamos mais de Deus e menos dos homens. Queiramos ser mais de Deus e menos do mundo. Procuremos mais o coração de Deus!

Paz e Bem.