quinta-feira, agosto 26, 2010

«SABEI QUE…»


Sabei sempre que o Senhor Deus não nos abandona.

Ele sabe de todas as coisas que vão dentro do nosso coração,

A nossa vida é um livro aberto para Ele.

Sabei que a Palavra encarna

para nos apontar o Caminho que nos leva ao Pai.

O Espírito Santo está sempre presente em todos os momentos da vida,

mas temos de dar espaço para que Ele faça as Suas maravilhas

tal como aconteceu com Maria, Mãe de Jesus.

Sabei que as dúvidas da nossa existência e da existência de Deus

não são boas nem más, mas fazem parte da nossa humanidade.

Tal como José também soube acolher os desígnios de Deus,

apesar das suas dúvidas, também nós saibamos

dar espaço ao Senhor para que fale ao nosso coração

e assim consigamos calcar o caminho

que nos leva à felicidade verdadeira e duradoura.

Sabei que o Senhor nos vai dando notícias todos os dias…

Uns dias poderemos ouvi-las e outros podemos não querer escutá-las.

Jesus é o Deus connosco.

Tal como José foi capaz de acolher

o que o anjo lhe disse no sonho,

saiba cada um de nós despertar para colocar os olhos em Jesus…

na Sua vida, nas Suas Palavras e nos Seus passos.

Sabei que o Filho de Deus é Jesus

e salva o mundo dos seus pecados.



segunda-feira, agosto 16, 2010

ser simples


A simplicidade do que somos e do que fazemos é o reflexo das nossas acções.
Ser simples não é não ter nada.
Ser simples é ser simplesmente.
Ser simples é ser.

Porque será que se complica o que é simples?
Porque queremos!

Há coisas tão simples que deixamos de fazer:
Olá...
como estás...
gosto de ti...
tenho saudades tuas...
gostava de te ver mais vezes...
vamos dar um passeio...
precisas que te faça alguma coisa?...
tens aqui um ouvido para te escutar...
precisas de um ombro para te encostar?...
estou aqui...

ser simples é tão simples,... basta o coração!

quarta-feira, julho 28, 2010

amar simplesmente


Circunstâncias da vida fazem não nos deixar compreender qual o seu valor e o seu sentido. Deixam-nos também em aberta a questão: de que vale a pena viver se de um momento para o outro o tapete desaparece do chão (é-nos arrancado com toda a força)? Penso eu que olhamos a vida segundo os nossos desejos absolutos e não vamos vivendo mediante o dia que vamos tendo. Também acho que pessoalmente é muito bom preparar o futuro. O futuro que pode ter um grande brilho ou uma simples dor prolongada... Por isso é que depois de tanto pensar no futuro nos podemos esquecer do presente e do simples dia que vivemos. Este sim, é o importante no momento e na hora. As surpresas que a vida nos dá podem ser boas ou menos boas, mas não nos podemos esquecer que o momento a seguir a este é sempre uma surpresa. Então o que é que resta para dar sentido à vida? Amar! Sejam anos, meses, dias ou horas, acho que devemos amar e não ter medo de o fazer. Amar sem julgar. Amar sem preconceitos. Amar simplesmente. Este é o sentido da vida! o sentido que Deus dá à minha vida! O sentido que tento viver todos os dias! (mesmo que hajam lágrimas ao canto do olho...)

terça-feira, julho 27, 2010

depois de um momento de vida

«Há poucos momentos em que ao longo das nossas vidas conseguimos parar e pôr toda a nossa vida em perspectiva, ou seja, olhar o passado e dar conta das “voltas” da vida. Voltas porque no nosso caminho por vezes deixamos de andar em frente e colocamo-nos a andar às voltas sobre um único momento. Não que isto seja mau, mas a vida deve ser um caminhar em frente.

Se recordarmos tempos passados das nossas vidas poderemos encontrar bons e maus momentos. Por isso é que é bom parar para pensar. A morte faz-nos parar para pensar (pelo menos a mim). Pensar no valor e no sentido que a vida tem.»

A morte acontece a todos os instantes de vida do nosso planeta e do Universo. Temos de saber viver com ela e não repudiá-la para longe e virar-lhe a cara como sendo simplesmente um mal terrível. Para mim, homem de fé, a morte é um acontecimento que marca o "nascimento" para a eternidade. Penso também que o ser humano dedica mais tempo a pensar na morte (no "fim" como alguns dizem) do que a dedicar-se à vida.

Quando falo de Vida, quero referir-me à Vida enquanto qualidade de bons momentos que podemos ter uns com os outros. Momentos que podem ter ou não alegrias, mas que são vividos intensamente por quem sabe amar e sabe dedicar a sua vida ao próximo.

Nos últimos dias penso no valor da Vida. O valor que eu lhe tenho dado e que o mundo lhe dá. Concluo: precisamos tanto de viver mais intensamente e desinteressadamente o nosso dia-a-dia... (digo-o com um lágrima no canto do olho)

sexta-feira, julho 16, 2010

“...escolheu a melhor parte,...”Lc 10, 42

“...escolheu a melhor parte,..."

O que é escolher a melhor parte? Hoje, nos tempos que vivemos, a maior parte da humanidade quer sempre o que é bom e o que é melhor, mas em nome do bom e do melhor também podem ser cometidas alguma “atrocidades” na vida pessoal de cada um, não dando assim espaço para momentos de vida e vida de qualidade. Escolher a melhor parte é escolher o bom caminho da vida.

Mas o que é o bom caminho da vida? A resposta é simples: é o trilho que nos leva a viver bem connosco próprios e com o nosso próximo e, também, o trilho que dá sentido à existência humana pessoal e comunitária. Este é o caminho de vida que nós, humanos, podemos e devemos calcar!

Escolher a melhor parte” não é complicado. Difícil é perseverar nessa mesma parte. Estas palavras foram ditas por Jesus no elogio que ele faz a Maria por esta ter escolhido ouvi-l’O. Interessante esta atitude de Maria, que ao contrário da sua irmã Marta, quis ouvir o que o Senhor tinha para dizer e senta-se aos seus pés, provavelmente à espera de respostas para a sua existência ou até mesmo para escutar as palavras de Jesus.

Cada vez são menos as vezes que nós, cristãos, nos sentamos a ouvir o que Jesus tem para nos dizer, ou até mesmo para lhe perguntar alguma inquietação da vida, ou até para lhe dar uma resposta com a nossa própria maneira de viver. Por tudo isto é pertinente que nos sentemos e, calmamente, pensemos que parte da vida escolhemos: viver ou ir vivendo?

Jesus aponta o caminho de viver! Viver para o nosso próximo, viver para nós próprios e viver para Deus. Estamos dispostos, nós cristãos, a dar sempre real testemunho da nossa fé escolhendo a melhor parte?

segunda-feira, junho 21, 2010

viver mais o Amor


Num comentário feito ao post anterior a "C" perguntava o porquê de a Igreja dizer que ainda hoje todos somos culpados pela cruz que Jesus carregou às costas ("cruz de madeira"), mesmo seja um acontecimento de séculos. Este comentário penso que surge mediante esta afirmação: "a cruz dos nossos pecados, dos pecados de todos nós." Nesta afirmação quero lembrar que foi a fragilidade humana (da falta de coragem, do "ir na onda", do deixar "passar") que fez a cruz de Jesus e que a tornou pesada. Jesus carregou de facto a cruz e nessa cruz continuam ainda os nossos pecados e o nosso mau julgamento das pessoas, pois as fragilidades e erros humanos de há séculos atrás, continuam a ser as fragilidades e os erros humanos da actualidade. Nós continuamos a crucificar Jesus Cristo, e o nosso próximo, sempre que recusamos viver o amor e a caridade como presença real no dia-a-dia, sempre que julgamos a vida humana (atitudes do nosso semelhante), sempre que não olhamos mais para a nossa vida e não fazemos dela uma partilha e uma doação, sempre que viramos a cara e falamos "com sete pedras na mão" para o vizinho, sempre que pensamos ser "donos da verdade" sem darmos espaço para outras verdades da vida. Os pecados de antes também são os pecados de hoje! As culpas de outrora também são as culpas do presente! O que devemos fazer? Viver mais o Amor!!!!

sábado, junho 19, 2010

é fácil ou não?


É fácil dizer que sou cristão! Que acredito em Deus - Pai, na Sua Palavra - Jesus, e na Sua presença constante - Espírito Santo. É fácil fazer isto! Surge-me a pergunta: então porque é que não somos cristãos (no verdadeiro sentido da palavra) e professamos a nossa fé?
Para esta pergunta surgiu-me há poucos minutos uma resposta: porque não é fácil! Não é fácil deixar tudo, renunciar a si mesmo, pôr a cruz às costas e continuar a acreditar! Não é fácil de compreender o sofrimento. Não é fácil compreender as incompreensões. Não é fácil ser-se como os outros querem que sejamos. Não é fácil agradar ao mundo inteiro com as nossas atitudes. Não é fácil estar sempre com um sorriso. Não é fácil aceitar que somos pecadores. Não é fácil aceitar as falhas e os pecados dos outros. Não é fácil amar todos os dias. Não é fácil aceitar as críticas construtivas que nos fazem. Não é fácil moldar o nosso pensamento.
Há mais coisas difíceis para ultrapassar do que fáceis para viver? Poderia ser esta a conclusão! Mas hoje recuso-me a esta conclusão!
«SE ALGUÉM QUISER VIR COMIGO, RENUNCIE A SI MESMO, TOME A SUA CRUZ E SIGA-ME». Não deve ter sido fácil para Jesus ter dito estas palavras, sabendo Ele que iria carregar uma cruz bem pesada às suas costas: a cruz dos nossos pecados, dos pecados de todos nós. Foram os nosso erros, os nossos maus-humores, as nossas fragilidades, os nossos maus desejos, os nossos fracassos, as nossas más línguas, que Ele carregou. O que Ele pede é bem mais fácil do que o que Ele teve de suportar: Ele só nos convida a que cada um agarre a sua cruz e carregue com ela e não ande a sobrecarregar ninguém. Se cada um carregar e viver a sua vida teremos o primeiro passo para a boa convivência. Mas o convite de Jesus não fica por aqui, pois Ele ainda acrescenta: SIGA-ME. Seguir Jesus com a nossa cruz é fazer cruzar a nossa vida com a vida de muitos outros, ou seja, cruzar a nossa cruz com a cruz do nosso próximo sem o sobrecarregarmos, mas caminhando juntos lado a lado pela vida.
Penso que descobri mais uma facilidade: como Jesus, vou levar a minha cruz, não a dando aos outros, mas caminhando ao lado deles! Só juntos é que podemos caminhar e seguir Jesus!

quarta-feira, junho 09, 2010

toque de vida!!


sorrisos e gargalhadas,... fazem bem, mas de que servem?
hoje em vez de sorrisos vi lágrimas, mas lágrimas diferentes!
lágrimas de quem acredita profundamente e que mostra a sua fé...
de quem já muito chorou, mas que aprendeu com as lágrimas e com o seu porquê!
esta é uma das razões da nossa existência:
aprendermos a ser melhores uns com os outros....
a ser mais fortes,...
a ser mais corajosos,...
a ser mais vida,...
valeu a pena no cansaço mental que hoje trago
ver estas lágrimas, às quais só consegui responder com um sorriso,...
sorri porque que tudo me "tocou",...
é bom que a vida nos toque!

segunda-feira, junho 07, 2010

muda alguma coisa no "novo dia"?

a primeira flor de uma nova macieria do quintal

Muitas coisas podem mudar na vida, mas realmente o que é que muda no nosso modo de ser todos os dias? Este passado Domingo (que não é passado, mas pode ficar mais presente) uma das reflexões que fu (fomos) fazendo tinha a ver com a ressurreição de vida que Jesus causa em cada um de nós. Se Jesus nos aponta a Ressurreição, também nos convida a ressuscitar já ("levantar") para que transformemos o dia-a-dia e o dias de amanhã seja de verdade um "novo dia". Acordar pela manhã e, mesmo na rotina, fazer com que o dia seja novo e transformado, depende da maneira como ressuscitamos na vida e da vontade de espírito que temos de tornar o "novo dia" em real novo dia.

sexta-feira, junho 04, 2010

uma reflexão a propósito do valor do que fazemos...

Reunidos para celebrar esta solenidade que evoca o dia de Quinta-feira Santa em que Jesus se reúne com os Apóstolos para a Última Ceia, deixo o convite a que hoje paremos um pouco para pensar na razão, ou nas razões, que nos movem até à Eucaristia. Algumas interrogações: 1. Porque vou à missa? (porque é obrigatório) 2. O que vou lá fazer? (nada) 3. Vale a pena ir à missa? (não porque as pessoas falam mal umas das outras) 4. Para que serve? (para nada porque fica sempre tudo na mesma). Certamente estas e outras já passaram pelo nosso pensamento, mas tentemos responder através da Palavra de Deus que hoje escutámos.

1. A Eucaristia/missa não é uma acção fechada

A primeira leitura do livro do Génesis recorda-nos o episódio em que o Rei de Salém (Melquisedec) sai ao encontro de Abraão trazendo-lhe Pão e Vinho: como forma de louvor pela grandeza de Deus e agradecimento pelas conquistas feitas. O sinal do Pão e do Vinho também nos transmite a ideia de que a Eucaristia não fica encerrada dentro do templo, dentro da Igreja, ela vem ao encontro das nossas necessidades e através de nós vai ao encontro das necessidades da humanidade . Esta leitura recorda-nos também um dos mais importantes significados da Eucaristia: a partilha. Aquele rei Melquisedec quis partilhar o louvor e as suas ofertas com Abraão. O que partilhamos nós uns com os outros? Por vezes pela frente somos uma coisa e por trás somos outra completamente diferente! Enquanto não aprendermos a ser realmente verdadeiros não conseguiremos aprender o valor da Eucaristia! Alguns de nós podem até partilhar actos de amor, de afecto, de amizade, mas também existe quem partilha a sua falta de carácter, a sua boa arte de maldizer, a sua falta à caridade, o seu excesso de egoísmo e de desonestidade. Claro que assim de que vale a pena ir à missa se não se escuta palavra de Deus??!

A Eucaristia é a partilha que Deus faz com todos nós: Deus partilha o seu Pão, o Seu Vinho, o Seu Amor, a sua Sabedoria, a sua Inteligência, a sua Fortaleza,... e nós, quando saímos deste templo, somos mais fortes na nossa fé e partilhamos mais uns com os outros aquilo que Deus connosco partilha?

No banquete eucarístico todos somos convidados a tomar do mesmo pão e do mesmo vinho, o convite é lançado a todos e não somente a alguns, como muitas vezes podemos pensar e até autoexcluirmo-nos.

2. A Eucaristia é tornar presente Jesus

«Isto é o meu corpo entregue por Vós» são as palavras que S. Paulo recorda do momento da Última Ceia de Jesus com a Humanidade. Nós todos já celebrámos muitas Eucaristias, mas terão sido todas elas paz verdadeira para o nosso íntimo e para a nossa vida??? Em Corinto, no tempo de S. Paulo, havia discórdia entre cristãos. Estas discórdias tornavam-se escandalosas mesmo no momento da Eucaristia. (imagine-se o desrespeito e desinteresse que se tem muitas vezes nestas celebrações, não havendo compromisso de fé e se não há compromisso de fé claro que se faz a pergunta: o que vou lá fazer?).

Como está o meu pensamento e a minha disposição em cada celebração? A Eucaristia é para uma “seca” onde vou ouvir o padre que nunca mais se cala! É um “fardo” pesado que carrego porque me obrigam a ir lá para ter de ser um bom cristão?

Pois se há alguém que pensa assim, penso que está enganado! Na Eucaristia é Deus que fala ao coração (e mais ninguém)! Na Eucaristia faz-se o encontro com a Palavra e a Vida de Jesus! Na Eucaristia aprende-se a caminhar com mais coragem e mais esperança! E isto não sou eu que o digo, mas milhares de cristãos espalhados pelo mundo e por esta comunidade cristã concreta.

Nos primeiros tempos do cristianismo havia o bom hábito de que antes da Santa Ceia houvesse a repartição do pão material, e depois do espiritual. Mas esta partilha era feita em ângulos muito restritos: ricos para um lado, pobres para o outro, e mesmo dentro destas classes haviam divisões. Paulo lembra as palavras «Isto é o Meu Corpo entregue por Vós» para recordar àquela gente, e a todos nós, que na Eucaristia todos somos iguais, todos celebramos, partlihamos e vivemos. Por esta razão é que vale a pena ir à missa para aprendermos a partilhar as coisas mais simples: um olhar (um olhar vai mais do que mil palavras), um aperto de mão ou um abraço (que transmitem a coragem, amizade e força), um sorriso e um pedaço de pão!

Jesus não nos deixou nada seu, (nenhum objecto pessoal, as suas memórias, as suas sandálias) mas faz-se sempre presente no meu de nós como alimento, o alimento que não se coloca para ser contemplado, mas para ser comido.

Quem não participa verdadeiramente da comunhão eucarística (do alimento sagrado) é como quem aceita um anel de noivado, assume um compromisso, mas que o atraiço-a com outros amantes.

O Pão eucaristico é um dom (graça de Deus) e não um prémio para os melhores de todos, é alimento oferecido aos pecadores e não aos justos.

3. A Eucaristia é Ouvir Jesus

«Jesus acolheu as multidões e pôs-Se a falar-lhes...» anunciando o Reino de Deus. Mas será que vivemos o Reino de Deus nas nossas vidas ou estamos à espera dos “pozinhos mágicos” que para nos facilitarem a vida?

No evangelho de Lucas ouvimos que era já tarde a hora e aquela multidão estava cansada e com fome. Então os discípulos dizem a Jesus: «Manda a multidão embora para irem procurar alimento às aldeias». Queriam despachar o trabalho de lhes dar de comer, mas Jesus ordena-lhes que lhes deêm esles mesmo de comer, ou seja, Jesus quer que também nós tomemos iniciativas para cuidarmos bem uns dos outros.

Nas comunidades em que se encontrava S.Lucas, as Eucaristias eram celebradas sábado à noite, quando o sol se punha. É nesta hora que os díscipulos de Emaús entram em casa e põe a mesa e reconhecem Jesus no «partir do pão». E nós em que momento do nosso dia é que reconhecemos Jesus? Quantas vezes damos conta d’Ele?

Para que serve ir à missa? – para conhecer Jesus! Como fez Jesus na multiplicação dos pães, os cristãos só têm um modo de resolver a sua fome: pôr em comum! mesmo que pareça pouco.. Não se trata de dinheiro, mas de inteligência e força, de todas as capacidades e dons que Deus nos deu. Quando todas estas riquezas forem partilhadas e postas ao serviço de todos haverá abundância de tudo para todos. A Missa é um acto da comunidade porque Jesus não quer que o seu alimento seja tomado na solidão. No tempo e Lucas, a Eucaristia não era celebrada em Igrejas, mas em grandes salas, ficando deste modo, todos os fiéis atentos a este mistério sagrado. A fé cristã é fé para ser vivida em e na comunidade. A expressão “Eu cá tenho a minha fé” é errada e muito pobre, pois onde fica a frase de Jesus: “onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome eu estarei no meio deles”?

Tomou os pães, levantou-os ao céu. É a forma que o celebrante usa na celebração eucarística. A Missa que não celebra o empenho da comunidade, é falsa. Toda a comunidade participa na celebração: ninguém se pode excluir de participar e dizer: “não sei” ou “não quero”. Porque queremos saber mais vimos ouvir a Palavra de Deus e vimos porque queremos, então sabemos sempre e queremos sempre!

«No fim foram recolhidos doze cestos», pois a Eucaristia começa aqui na Igreja ou em outro qualquer lugar onde possa ser celebrada e prolonga-se na vida.

1. Porque vou à missa? (obrigatório? não) Porque quero ouvir a Palavra de Deus.

2. O que vou lá fazer? (Nada? Não) Encontrar Jesus e os irmãos .

3. Vale a pena ir à missa? (não porque as pessoas falam mal umas das outras? Sim, mas) Vale porque encontro sempre um novo caminho a seguir.

4. Para que serve? (para ficar tudo na mesma?não, mas …) Para ser um novo rosto de Jesus no mundo.

(Podem existir algumas "gralhas" e haver incompreensão por quem possa ler esta reflexão, mas estou por aqui para responder a dúvidas ou reflexões)