Estou convencido das inúmeras
oportunidades que o Senhor me/nos concede para encontrar o caminho do Bem e da
Verdade. Perante uma multiplicidade de caminhos que são oportunidades de escolhas
múltiplas, o Senhor aparece sempre como o sentido da existência, como a
oportunidade a agarrar.
Ele manifesta-se de muitos modos
ao longo da história da humanidade. A Moisés chamou-o através da sarça ardente
e comprometeu-o através da missão da libertação do Povo do cativeiro do Egito.
Deu a conhecer ao profeta a Sua realidade: “Eu sou aquele que sou”. O
Senhor de hoje, mas também do ontem e do amanhã. Deus manifestou-se e continua
a manifestar-se sempre que cada um de nós tem a coragem de lutar pelos valores
do Bem e da Verdade. Sempre que conseguimos sair da passividade da rotina diária
e recriamos a vida para fazer mais alguma coisa pelo bem do próximo. O Senhor
está presente! O Senhor manifesta-se!
O fruto do coração apresenta-se
ao Senhor quanto mais verdadeira e sincera for a nossa comunhão com Ele, na relação
com o próximo. De que adianta “cumprir” ritos, se o coração não vive o que se
pratica e celebra? S. Paulo lembra-nos que o Povo foi conduzido pelo deserto e
alimentado por Deus, mas cedeu aos ídolos. Por isso é que a nossa comunhão com
Deus deve ser um ideal de aperfeiçoamento e não um ideal de cumprimento. O que
é o ideal da vivência cristã: os ritos participados ou a comunhão vivida com
sinceridade de coração nos ritos e na vida quotidiana?
Por causa da nossa fragilidade humana
é que o Senhor, na Sua imensa Bondade não se cansa de nos dar oportunidades
para produzirmos bom fruto. Que fruto é que dia após dia o nosso coração apresenta
ao Senhor? “Deixa ficar a figueira mais este ano,… vou cuidar dele,… talvez
venha a dar fruto…” Ele planta, Ele dá oportunidades, Ele dá tempo, Ele vai
tratando,… e eu/nós o que vou fazendo? O que tenho mudado neste tempo da Quaresma?
No meu encontro com Deus e com o próximo, que frutos tenho apresentado? Quais
são os valores que são verdadeira prioridade na minha vida?