Entre muitos e variados pensamentos que surgem, voam e rodopiam, existem tempestades que não os deixam tornar-se a realidade. Tempestades feitas de outros pensamentos e de palavras que ferem, que magoam e que não são liberdade de vida, mas sim uma prisão numa porta que é tão larga que nem se apercebe qual é a sua dimensão. Parece-me que não é tirar a liberdade saber a dimensão da porta pela qual eu/nós devemos andar e passar todos os dias. Quando Ele me/nos diz para me esforçar a entrar pela porta estreita, não está a limitar a minha liberdade, muito pelo contrário... está a mostrar-se como a porta, e como o caminho. Talvez (penso entre muitas e variadas coisas que voam e rodopiam) que o excesso de tudo é tamto excesso que se fica num desconhecido de ignorância. Eu opto por ouvi-l'O e deixar que a Sua Palavra seja a minha guia e a minha porta. E tu?
quinta-feira, julho 04, 2013
terça-feira, junho 18, 2013
sentimento e palavras (i)
Há momentos em que a tristeza invade a alma... uma tristeza de desilusão com um mundo de pessoas que não vivem a beleza da vida e teimam em não deixar que outros a vivam ou, até mesmo, querem impedir que muitos olhem a criação com o coração e os olhos do Criador. Esta é a tristeza da incompreensão, do chão que desaparece, do mundo que desaba, de mentes que não querem que outros abram os seus horizontes. Que sentido há em tirar a visão e forçar a visão. Eu gosto da minha visão aberta e gosto cada vez que no meu coração escuto os sons da voz do Senhor a dizerem-me que a minha vontade não me torna nem me deixa perfeito. É por esta e por muitas outras coisas que gosto de Deus que me continua a oferecer o dom da fé e a liberdade de ter fé. É por isto que me entristeço com alguns e algumas que querem cortar a liberdade do conhecimento de Deus e do som da Sua voz. Se ao menos eu conseguisse parar mais vezes para ouvi-l'O e deixá-l'O modificar o meu ser...
sábado, maio 18, 2013
" Recebei o Espírito Santo" (cf Jo 20,19-23)
Receber o Espírito Santo é
aceitar a graça de experimentar o Amor. Experimentar o Amor tendo Jesus como
Mestre e guia da vida. Por isso Ele dá aos seus discípulos o Espírito Santo,
para que eles levem no coração a experiência do amor e a testemunhem e vivam
pelo mundo fora. Jesus hoje continua a dar-nos o Espírito Santo e a dizer-nos: “Recebei
o Espírito Santo”. Recebemo-lo de facto? Não andarei eu (andaremos nós)
distraído com outras coisas que não a vivência da experiência do amor de Deus
em mim e no mundo que me rodeia???
As línguas descidas do céu são o
sinal da comunicação. É preciso levar a mensagem com a nossa própria língua,…
com a nossa própria vida. Cada vez que não aceitamos a Palavra no nosso coração
e não damos um verdadeiro testemunho dela, estamos a renunciar ao Espírito
Santo. As línguas de fogo descidas do céu são sinal de laços criados com os
discípulos (connosco) fazendo o mesmo desafio hoje: criar relações serenas,
verdadeiras, de amor com o nosso próximo! Quem é o próximo? Todo aquele que está
à nossa volta: a família, o amigo, o vizinho, o que se isola da existência, o
que precisa das minhas mãos para trabalhar, o que precisa da minha palavra para
sorrir, o que precisa do meu perdão para viver,…
Somos Igreja que se reúne e ouve
o Mestre a falar e se deixa animar pelo Espírito? Ou somos Igreja que se reúne
por preceito ou obrigação e só se anima pelo que quer?
Que a paz esteja connosco. Que
sejamos dignos de experimentar Cristo na vida, aceitando-o! Aceitá-l’O é saber
amá-l’O e acabar com o pecado na vida. Sim,… o pecado é toda a ausência de amor
que existe na minha e na nossa vida. E sim, o pecado, a ausência de amor,
existe e é real.
Deixemos que a diversidade dos
dons com que cada um é agraciado, não seja um fator de separação (como era na
comunidade dos Coríntios), mas que seja um elo de unidade. Em Cristo, somos um
corpo que avança na vida para instaurar o reino do amor e da paz.
terça-feira, maio 07, 2013
sentimentos e palavras (h)
Por vezes há sentimentos e palavras que são despertados por simples toques de simplicidades de sentimentos que despertam após horas e horas passadas. Arrependimentos,... formas de pensar,... palavras dialogadas,... "coisas" trocadas,... E surge simplesmente a questão (que ouço agora numa música): "se se?..." E se tantas coisas fossem de outras formas... e se palavras fosssem ditas e outras evitadas... e se atitudes fossem tomadas e outras esquecidas... e se medos fossem ultrapassados e outros aparecidos... e se sorrisos fossem mais tidos que esquecidos... e se respeito existisse mais que palavras cortantes... e se ...
sábado, abril 13, 2013
«Senhor, Tu sabes tudo, bem sabes que Te amo».(cf Jo 21,1-19)
Como ser verdadeira e melhor
testemunha de Jesus neste tempo e nestes dias que são os nossos? Só através do
amor! Fazendo da vida um serviço de amor constante ao próximo. É comum entre
nós, homens e mulheres de fé, nos dirigirmos a Jesus nas orações as súplicas e
os agradecimentos. Mas é comum fazer nas nossas vidas a Sua vida? Acredito que
é isto que Jesus nos continua a ensinar hoje: a fazer como Ele faz, a ser como
Ele é, a amar como Ele ama. Aqui encontra-se o caminho simples para ser
trilhado e calcado.
«Simão, filho de João, tu amas-Me
mais do que estes?» Infelizmente não consigo quantificar o amor que tenho por
Jesus ou que alguém tem por Ele. Mas esta questão vai além de uma
quantificação: vai ao fundo do coração, vai dentro do amor.
«Simão, filho de João, tu
amas-Me?» Claro que Te amo, Senhor, claro que Te amamos, Senhor, mas muitas
vezes não sabemos como amar, porque vivemos mais segundo a consciência e a
razão do que segundo o coração…
«Simão, filho de João, tu
amas-Me?» Amo-Te, Senhor,… mas preciso aprender a amar-Te mais em tudo. Naquilo
que foste e és… nas Tuas palavras, que por vezes não oiço porque me distraio,…
nos Teus silêncios que por vezes não os faço porque tenho mais em que pensar… nos
Teus sorrisos que estão ao meu redor e que por vezes não se abrem porque
esperam a minha palavra que não sai… no Teu sofrimento que existe e que espera
por mim para ser aliviado e, por vezes, passo ao lado,… preciso de aprender a
amar mais em tantas coisas, Senhor, mas,… «Senhor, Tu sabes tudo, bem sabes que
Te amo».
terça-feira, abril 02, 2013
sentimentos e palavras (g)
Amor... Uma palavra, um sentimento, uma essência... É assim que hoje eu defino o amor. Uma essência que faz levantar os corações e os espíritos e nos permite vencer todas as barreiras da vida, sejam elas quais forem! Parece isto uma utopia? Penso que não. é uma certeza! De onde me vem a certeza? D'Ele e só d'Ele. Ele amam-me eu eu não me posso sentir mais feliz do que assim: amado por Ele! è bom sentir o Seu amor nas várias bênçãos quotidianas que Ele me dá. Mas como não quero ficar só com o Amor d'Ele para mim,... partilho-o nestas palavras e renovo o compromisso de o partilhar nas palavras ditas, nas ações praticadas e no testemunho servido. Só assim consigo retribuir o Seu imenso Amor por mim. Quero renovar este compromisso diante d'Ele e diante do mundo, pois por vezes o Seu amor que é o bastante, faz desesperar pelas minhas falhas humanas e pela falha de comunicação. Amo-t'E, Senhor, não me abandones e continua a abrir o caminho para que eu siga a Tua vontade e viva o Teu Amor na essência da vida e na profundeza do coração. A vida sem Ti é tão diferente...
quarta-feira, março 27, 2013
palavras e sentimentos (f)
Não só às algumas, mas muitas são as vezes que é difícil exprimir por palavras o que vai dentro dos pensamentos e das vontades da alma... O desabrochar constante de desafios faz com que surjam desejos e quereres de se poder crescer mais e ser-se mais em disponibilidade e em favor do próximo. Não existe a máxima: "já fazes tanto..." Deveria existir uma outra: "o que podes fazer ainda mais?" Isto é o sentir e as palavras que neste momento me surgem no coração...
sábado, março 16, 2013
«Quem de entre vós estiver sem pecado atire a primeira pedra» (cf Jo 8,1-11) – V Domingo da Quaresma – Ano C
Com alguma facilidade se julgam
os comportamentos do próximo e se fazem juízos de valor acerca de tudo e de
todos. Não com a mesma facilidade se abre a possibilidade de uma nova página na
vida de quem erra. Por estas duas razões, penso que a Palavra de Deus, neste
Domingo, nos quer ajudar a abrir o coração para que possamos ser mais amorosos
e misericordiosos uns para com os outros.
Recorda-nos o profeta Isaías a
desilusão e a tristeza que o Povo tem no exílio da Babilónia. A ânsia por uma
nova libertação das amarras da opressão e da escravidão. E eis que Deus se
manifesta dizendo que vão regressar a casa e que o retorno vai ser mais fácil
do que quando voltaram do Egito. Porquê mais fácil? Talvez porque agora o Povo
já compreendia de um modo mais perfeito a “vida nova” que é oferecida por Deus.
Talvez porque agora a conversão dos seus corações já seja mais verdadeira e
sentida. Talvez para que se recordem sempre da misericórdia e do amor de Deus.
Chama S. Paulo a atenção para a
maratona da nossa vida que não tem uma meta cortada, ou seja, um fim. É preciso
um esforço continuo para se conhecer mais e melhor Jesus e para que o “lixo”
que ocupa a vida, seja deitado fora e dê lugar à identificação com Ele. De que
serve dizer-se ser cristão se a vida em nada é um esforço para se confrontar
com a vida/palavras de Jesus Cristo?
Pois para conhecer é preciso
entrar em oração, em meditação e reflexão. Jesus em cada dia retira-se para
orar e só depois ensina. Falava do Pai, da prática do bem, da opção pelos mais
pobres e fragilizados, escolhia os mais pequenos para exemplo de vida, contava
parábolas para melhor ilustrar a mensagem. Mas eram alguns os que não gostavam
dos seus ensinamentos de liberdade e amor universais. Por isso a cada pouco O
testavam. Ao ponto de levarem alguém que foi apanhado em flagrante adultério e
lhe dizerem que a Lei mandava matar essa pessoa. Claro que Jesus aproveita o
momento para duas coisas: primeira para ensinar que não nos devemos andar a
matar uns aos outros, pois Deus não quer a morte; segunda, para ensinar que o
pecado é parte da fragilidade humana e, talvez por isso, “quem de entre vós
estiver sem pecado atire a primeira pedra”.
Um coração de amor e de misericórdia
que se esforça por transformar/converter constantemente! Esta é a grande
maravilha que o Senhor continua a oferecer a todos nós, seu povo, em mais um
desafio no tempo da Quaresma.
sábado, março 09, 2013
“encheu-se de compaixão e correu a lançar-se-lhe ao pescoço” (cf Lc 15,1-3.11-32) - IV Domingo da Quaresma - Ano C
O nosso Pai é assim,
surpreendente: “encheu-se de compaixão e correu a lançar-se-lhe ao pescoço”.
Não perde um momento para nos encher de misericórdia e nos dar um abraço cheio
de amor e dinamismo radical e movimentado. Mas eu, nós, nem sempre entro nesta
dinâmica da misericórdia.
Jesus, no caminho para Jerusalém,
mostra aos discípulos o rosto da misericórdia de Deus através de três
parábolas: ovelha perdida, dracma perdida e filho pródigo (ou Pai
misericordioso). Não é fácil entrar na “pele” deste pai que depois de dar tudo
o que o filho pede, e de perceber que ele esbanjou tudo em atos de loucura,
egoísmo , irresponsabilidade e rebeldia, mesmo assim o recebe de braços
abertos. Talvez alguns pais recebessem os filhos, talvez outros não os
recebessem. O impressionante é a alegria do acolhimento, pois o pai nem deixa
que o filho se aproxime, mas vai ele mesmo a correr ao seu encontro.
É assim o nosso Deus. Dá-nos a
vida e alegra-se cada vez que O reconhecemos como parte fundamental e essencial
da nossa existência. Este pai da parábola é o nosso Deus, o Pai de Misericórdia
que espera sempre por mim e por cada um de nós, seus filhos rebeldes e
egoístas. Filhos que por vezes lhe viramos a cara para caminhar em direção a
outros lugares, mas que queremos d’Ele tudo o que precisamos para nos manter
vivos: vida, paz, saúde, unidade, entre tantas outras coisas… Pai que se revela
de uma compaixão imensa para com a nossa maneira de ser e que faz uma grande
festa, sempre que tornamos a Si.
Mas e não seremos por vezes
também o filho mais velho? Que estando sempre com o pai, acompanhando-o sempre,
nos achamos no direito de não deixar que ninguém retorne ao nosso grupo depois
de o ter abandonado? Talvez por vezes não consiga(mos) acolher com misericórdia
aqueles que abandonaram e que agora ou noutro tempo voltam e precisam no abraço
da compaixão e da alegria do sorriso.
Neste tempo de quaresma, em que
preparamos a Páscoa, transformemos a vida, preparando o nosso ser com uma
verdadeira e sincera “circuncisão do coração” (à semelhança da circuncisão que
Josué fez para o Povo antes da celebração da Páscoa), de modo a que a
reconciliação seja a nossa íntima união ao Senhor, para com Ele vivermos em paz
e serenidade e assim estendermos conseguirmos fazer reconciliação com o próximo
e celebrar a Páscoa na alegria da esperança da Ressurreição.
sábado, março 02, 2013
“Senhor, deixa-a ficar ainda este ano, que eu, entretanto, vou cavar-lhe em volta e deitar-lhe adubo. Talvez venha a dar frutos.” (cf Lc 13,1-9)
Estou convencido das inúmeras
oportunidades que o Senhor me/nos concede para encontrar o caminho do Bem e da
Verdade. Perante uma multiplicidade de caminhos que são oportunidades de escolhas
múltiplas, o Senhor aparece sempre como o sentido da existência, como a
oportunidade a agarrar.
Ele manifesta-se de muitos modos
ao longo da história da humanidade. A Moisés chamou-o através da sarça ardente
e comprometeu-o através da missão da libertação do Povo do cativeiro do Egito.
Deu a conhecer ao profeta a Sua realidade: “Eu sou aquele que sou”. O
Senhor de hoje, mas também do ontem e do amanhã. Deus manifestou-se e continua
a manifestar-se sempre que cada um de nós tem a coragem de lutar pelos valores
do Bem e da Verdade. Sempre que conseguimos sair da passividade da rotina diária
e recriamos a vida para fazer mais alguma coisa pelo bem do próximo. O Senhor
está presente! O Senhor manifesta-se!
O fruto do coração apresenta-se
ao Senhor quanto mais verdadeira e sincera for a nossa comunhão com Ele, na relação
com o próximo. De que adianta “cumprir” ritos, se o coração não vive o que se
pratica e celebra? S. Paulo lembra-nos que o Povo foi conduzido pelo deserto e
alimentado por Deus, mas cedeu aos ídolos. Por isso é que a nossa comunhão com
Deus deve ser um ideal de aperfeiçoamento e não um ideal de cumprimento. O que
é o ideal da vivência cristã: os ritos participados ou a comunhão vivida com
sinceridade de coração nos ritos e na vida quotidiana?
Por causa da nossa fragilidade humana
é que o Senhor, na Sua imensa Bondade não se cansa de nos dar oportunidades
para produzirmos bom fruto. Que fruto é que dia após dia o nosso coração apresenta
ao Senhor? “Deixa ficar a figueira mais este ano,… vou cuidar dele,… talvez
venha a dar fruto…” Ele planta, Ele dá oportunidades, Ele dá tempo, Ele vai
tratando,… e eu/nós o que vou fazendo? O que tenho mudado neste tempo da Quaresma?
No meu encontro com Deus e com o próximo, que frutos tenho apresentado? Quais
são os valores que são verdadeira prioridade na minha vida?
segunda-feira, fevereiro 04, 2013
palavras e sentimentos (e)
Senhor, Preciso ouvir-te hoje a dizer-me as palavras que disseste a Jeremias: faço de ti uma coluna de ferro, uma cidade fortificada uma muralha de bronze... Há dias em que preciso muito de sentir estas palavras de Ti, da Tua parte. Ontem, dizia e deixava o desafio do abraço, hoje peço-Te a coragem para que eu saiba dar muitos e grandes abraços e de Ti receba o maior de todos!
sábado, fevereiro 02, 2013
“Jesus… seguiu o seu caminho.” (cf Lc 4,21-30) - IV Domingo do Tempo Comum - Ano C
É preciso descobrir o caminho de
ser profeta num mundo que pensa saber tudo e que quer impor o ritmo da vida.
Não se pode de ter medo de ousar pensar e deixar sair por palavras e obras os
gestos de Deus que atua na vida de cada um de nós. Temos que ser ousados e ser
profetas de esperança e de hoje. O
profeta Jeremias sentiu o claro chamamento de Deus na palavra que Ele lhe dirigiu
ao ser enviado a uma missão que não era fácil e esteve longe de ser bem
sucedida. Por isso baixou os braços? Claro que não. Soube discernir a Palavra
de Deus. Soube encontrar Deus na sua vida. Soube sentir a presença d’Ele e por
isso assumiu a escolha de Deus a consagração e a sua constituição de profeta.
Quem são hoje os profetas?
Quem são hoje os que ouvem Jesus
com vontade? Quem são os que não o deixam passar simplesmente e não o querem
para satisfazer a sua vontade pessoal? Quem são os que o dizem conhecer
realmente, mas que quando se vai a ver, ao mínimo abanão da vida, tudo sucumbe…
Claramente os “seus” são os que por vezes não O querem escutar porque pensam já
estar cheios d’Ele e não precisam de mais nada d’Ele. Que errados que andam…
Somos chamados a percorrer o
caminho do profeta que por vezes é um caminho cheio de riscos, de solidão de sofrimento
e abandono, mas é um caminho que vale a pena, porque é o que nos leva até Ele. É
o caminho do Amor d’Ele. Para isso o nosso coração tem de estar alicerçado no
amor. No amor simples, sincero e humilde. No amor que é perfeito e imagem da
perfeição de Deus. Tal como Jesus ao falar na sinagoga da sua terra não foi
compreendido pelos seus porque estavam “cheios de sabedoria”. E seguiu caminho,
também hoje nós temos de saber virar páginas da vida e seguir caminho com a coragem
que nos vem do Céu. Sejamos profetas verdadeiros do amor de Deus, mesmo que
soframos as dores da humanidade.
sábado, janeiro 19, 2013
“Manifestou a sua glória e os discípulos acreditaram n’Ele.” (cf Jo 2,1-11) – II Domingo do Tempo Comum
A manifestação da glória está na
revelação do amor de Deus à Humanidade através de Cristo, a Palavra encarnada.
Deus é o esposo que ama a Humanidade, o seu povo, apesar das suas/nossas
infidelidades ao Seu Amor. A Palavra de Deus deste Domingo, dá-nos a imagem do
casamento e do amor entre esposos para melhor entendermos a nossa relação
(esposa) com Deus (esposo).
Assim o profeta Isaías escreve
durante a acomodação do povo, regressado do exílio, na cidade de Jerusalém que
apesar das sombras existentes na cidade e no espírito dos seus habitantes, Deus
(o esposo) ainda considera o seu Povo (esposa) como “Predileto”. O Senhor é bondoso
e cheio de amor, pois ao Seu Povo que regressa a casa e a quem está a custar a
reconstrução, Ele continua a amar. Finalmente agora, o Povo torna a aceitar o
amor de Deus. Mas será que nós vivemos a nossa relação com Ele baseada na
alegria de amar e da renovação constante do amor? É o nosso testemunho na
comunidade a transparência do amor de Deus?
Jesus após o Batismo começa o
anúncio da Boa-Nova. O discípulo e evangelista S. João, relata o Seu primeiro
milagre. Mas não nos podemos deter só na contemplação do milagre em si mesmo,
mas em toda a envolvência. Passa-se numas bodas de casamento (relação de amor),
onde está presente a Sua Mãe (relação de amor) onde Ele quer ensinar e mostrar
o caminho novo à Humanidade, através do sinal do vinho novo (relação de amor).
O Casamento já é por si mesmo uma aliança e o vinho sinal do amor, mas este
casamento simboliza a Nova Aliança e o vinho novo uma relação nova de amor
(renovação). A Antiga Aliança esgotou-se, pois as talhas da purificação estavam
vazias, mas Jesus lança o início da Nova Aliança com um Vinho melhor (Amor
renovado). A mãe de Jesus é o sinal de Israel que permanece fiel na espectativa
do Messias e faz tudo o que está ao seu alcance para tornar visível a Salvação:
“Não têm vinho”, “Fazei tudo o que Ele Vos disser”. O chefe de mesa é a
representação dos dirigentes do povo que não davam contam do vazio do amor na
vida do povo. Jesus dá assim um pequeno sinal do que é o Reino de Deus, mesmo
que ainda não tenha chegado a sua “hora”. Será que aceitamos esta imagem do
rosto bondoso e amoroso de Deus? O que revela a nossa vida aos outros? Revela a
novidade constante do amor?
E S. Paulo, na primeira carta aos
Coríntios, lembra-nos que na diversidade de tudo e dos dons do Espírito Santo,
o Senhor é sempre o mesmo, e por isso somos todos desafiados pelo mesmo Senhor
a colocarmo-nos ao serviço do Amor com a força que nos vem dos dons do Espírito
Santo!
Pe Ângelo Martins
palavras e sentimentos (d)
Ouve alguém que um dia me disse que "dormir é um grande desperdício de tempo". Eu respondia sempre: mas é tão bom! Hoje continuo a dizer que é muito bom dormir, mas dou cada vez mais razão às sábias palavras de quem me disse que pode ser um desperdício de tempo. Sinto isto hoje em palavras, porque há alguns atos que me deixam com vontade de não voltar para a cama e trabalhar, servir e amar sem parar. Jesus passou fazendo o bem e passou o tempo com os seus discípulos e com as multidões, indicando-lhes o caminho da vida. Hoje tenho vontade de lembrar os compromissos da minha missão de sacerdote. Não lembrar por lembrar, mas lembrar para viver! Sinto uma vontade explosiva de viver com Cristo no coração... de ganhar vida ouvindo e meditando a Sua Palavra... de saber viver a Palavra e encarar o "mundo" de frente, sabendo que só a Verdade liberta para a vida!
segunda-feira, janeiro 07, 2013
O que deixo para seguir Jesus?
A fé não pode ser, nem é, uma forma de tirar dividendos de algo que se pede a Deus e ele concede ou não. A fé tem uma raiz muito mais profunda, e neste Ano da Fé, podemos lembrar qual é. Cada um na sua forma de crescer, física e espiritualmente, encontra caminhos e vê-se forçado a tomar decisões no quotidiano. Mas toma as decisões baseado em quê? Naquilo que pensa. Mas se o que pensar não for a decisão correta?
Por causa disto, é que cada cristão deve lembrar que na sua essência de vida está Cristo e Ele é o caminho e o lugar por onde passam todas as opções pessoais da vida. Sei que é difícil, mas se recorremos a Ele nas nossas necessidades e aflições, porque não deixar que seja Ele, a Palavra, a abrir o caminho da vida?
Ser cristão,… ter fé,… não é algo inscrito no livro de registo da paróquia, mas deve ser a própria vida. Para ser a própria vida há até formas de ser que temos que deixar de lado. A atualidade da sociedade faz com que se “corra para todo o lado” e que o tempo que sobra é que se aplique no que é realmente importante: família, amigos, comunidade e, até mesmo em Deus. Porque será? Não será que se anda um pouco desorganizado? Não haverá já desculpas demais para só se procurar Cristo quando se precisa dele? Que é feita da atitude de estar desperto e com espírito aberto para ouvir Deus e converter a vida constantemente?
No reboliço do dia-a-dia há “coisas” que tem de ser deixadas de ser feitas para estar com Ele. Há “coisas” que podem ser feitas noutra altura para poder haver um espaço para estar com Ele. Também há “coisas” que nem precisam de ser feitas e encaixadas na vida, porque são meras futilidades… e tudo o que é fútil, afasta-nos d’Ele. Por tudo isto e muito mais, surge a pergunta simples: O que deixo para seguir Jesus? O que deixo para ouvir Jesus? O que deixo para estar com Jesus? O que deixo para viver Jesus? Ou será que não se deixa nada? Que parte da vida se escolhe: a eternidade ou a efemeridade?
Subscrever:
Mensagens (Atom)
