quarta-feira, agosto 31, 2022
sentir o pulsar da vida (i)
quinta-feira, agosto 25, 2022
Sentir o pulsar da vida (h)
sexta-feira, agosto 05, 2022
em reflexão... (7) estende a tua mão
Jesus estende a Sua mão para cada um de nós. Será que eu consigo e quero estender a minha mão para Ele? Este gesto de estender a mão é tão importante que se torna decisivo no dia a dia de cada um, uma vez que é um gesto de proximidade, de convite, de ajuda, de humildade. Para quem estendo a mão? Para qualquer pessoa? Para os que me são próximos? Para aqueles que precisam de mim? Para aqueles que tenho a certeza que me retribuem o gesto? Para aqueles que não me querem bem? Estendo a mão para os que precisam de Deus, e ainda não se encontraram com Ele?
Estende a tua mão para Jesus e agarra a mão de Jesus que já há muito está entendida para ti. Faça-se este gesto de alma e coração, ouvindo Jesus e libertando-nos dos pesos que nos separam e afastam d’Ele, para conseguirmos agarrar a Sua mão.
Tanta coisa na vida passa ao nosso lado e se passa ao nosso lado, que por vezes não se vê nem se presta atenção porque estamos a ser uma humanidade sem humanidade, uma humanidade sem humildade, uma humanidade sem mãos, que só olha para si e não vê o outro. Estendamos as mãos para Jesus e, através d’Ele, estendamos as mãos uns para os outros. Já é tempo de olharmos, de ouvirmos, de sentirmos o bater do coração. Não fiquemos perdidos nem imersos nos rancores e maldades da vida. Peçamos insistentemente a Jesus que estenda a Sua mão para nós e nos livre de todo o mal. Andemos de mão estendida como Jesus. Rezemos. Adoremos. Amemos. Estejamos disponíveis para fazer o bem. Olhemos o horizonte da vida eterna. Aceitemos a Vida dom de Deus mas libertemo-nos do pecado para abraçar a Graça de Deus. Estende a tua mão e agarra bem forte a mão de Jesus.
segunda-feira, julho 04, 2022
sentir o pulsar da vida (g)
domingo, julho 03, 2022
em reflexão... (6) unidos a Jesus
O nosso caminho espiritual só é bem feito quando estamos unidos a Jesus, pois sem esta ligação interior e visceral, não alcançamos o Pai e não estamos preparados para receber e aceitar todos os dons e graças do Espírito Santo.
Só na unidade se constrói e se faz caminho de vida, pois o afastamento, a discórdia, o império dos interesses pessoais, as “miudezas” da língua, entre outras coisas mais, não constroem, só destroem. Por isso, como filhos e filhas de Deus, deveremos caminhar para sermos bons filhos e discípulos, aprendendo com o Mestre e pondo em prática tudo o que Ele nos ensina.
Só unidos a Jesus conseguiremos olhar o horizonte e construir o amanhã na certeza de que o bem divino pode reinar através de cada um de nós. Por isso temos que nos unir a Jesus e unir uns aos outros, como consequência da nossa unidade ao Mestre e Salvador.
Para que isto aconteça temos que nos encontrar com Ele! Na oração, nos sacramentos, no testemunho de vida, na leitura e meditação da Palavra de Deus, no conhecimento das orientações da nossa Igreja, na aceitação da vontade de Deus! Só assim, nos vamos encontrar com Ele e encontrá-l’O na vida. Ficam algumas questões no ar… Quero Deus com os bens que Ele me pode dar e não quero as provações que Ele me manda? Quero Deus para o que eu quero e não O quero para conhecer e praticar a Sua vontade? Quero Deus para ser eu próprio ou quero ser Sua “imagem e semelhança”? Quero Deus quando onde e como? Conheço-O pela prática da vida cristã? Já é tempo de regressar para os Seus braços, de nos voltarmos a encontrar na Sua casa e nos darmos a Ele. Unidos a Jesus conseguiremos sempre olhar a vida com o Seu olhar e construir a unidade e a paz que todos precisamos.
quarta-feira, junho 15, 2022
sentir o pulsar da vida (f)
sexta-feira, junho 03, 2022
em reflexão... (5) Vinde a mim
Jesus Cristo, Mestre e Bom Pastor, está sempre de braços abertos para nos acolher e amparar em cada passo do nosso percurso de vida. Todos nós estamos no Seu Coração! Mas o Seu Coração, por causa das nossas fragilidades (pecados, inquietações, preocupações) fica magoado, ofendido e triste. O mês de Junho é dedicado ao Sagrado Coração de Jesus. Todos os dias poderemos voltar-nos para Jesus e pedir-lhe: Senhor, fazei o meu coração semelhante ao vosso. Como é o Coração de Jesus? É um Coração manso e humilde, como deveriam ser os nossos corações para que nas nossas relações, uns com os outros, o caminho trilhado fosse de paz e amor.
Ouçamos e interiorizemos a voz de Jesus que nos diz: «Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos.» (Mt 11, 28)
Jesus quer-nos com Ele, quer-nos junto d’Ele e do Seu Sagrado Coração. Não nos cansemos de querer rezar e tratar da nossa vida espiritual. Não nos deixemos desanimar pelas circunstâncias da vida social e mundial. Não nos deixemos acomodar ao mundanismo impregnado na sociedade. Vamos a Jesus! Queiramos ter o Coração de Jesus! Caminhemos para Jesus! Sejamos testemunhas de Jesus! Assumamos os sacramentos recebidos como sinais da Sua presença em nós e no meio de nós!
«Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.» (Mt 11, 29-30) Num momento da vida e da história da humanidade que, em vez de nos aproximarmos nos afastámos, deixemos que o nosso Bom Pastor nos guie e nos faça bem à vida. Voltemos as nossas vidas para Jesus! Voltemos os nossos corações para Jesus! Paz e bem!
quinta-feira, maio 05, 2022
em reflexão... (4) Mulher, eis o Teu filho
«Porque buscais entre os mortos aquele que está vivo? Não está aqui: ressuscitou.» A nossa pátria está no Céu e é esse horizonte, essa “casa”, que nós celebramos na Páscoa da Ressurreição. Onde está Jesus após a “hora” da paixão e da morte? Está na “hora” da Ressurreição! È o horizonte da vida! Eu Ressuscito com Cristo? Quero continuar a caminhar com Ele no dia-a-dia da vida? O caminho da Páscoa não termina com o dia de Páscoa, mas prolonga-se durante 50 dias de festa pascal, nos quais continuamos a ser desafiado a refletir e a crescer com Jesus.
Temos muitos desafios no dia-a-dia: a vida pessoal, a escola, o trabalho, a família, os amigos, os tempos livres, as hortas, a guerra, a doença, as tristezas e preocupações diárias,… temos muitas coisas,… encontro vontade/tempo/espaço no dia para entregar tudo nas mãos do Senhor? Quero encontrar-me com Ele e dar-lhe a vida? Quero dar a vida pelo meu(s) próximo(s)?
Dentro do tempo Pascal, vivemos o mês de Maio, dedicado à oração com Nossa Senhora, Mãe de Jesus e nossa Mãe. Temos sempre um grande afeto e carinho por este tempo, para nos encontrarmos com a Mãe e nela entregarmos a vida, encontrando no seu regaço materno o conforto e a esperança para o dia-a-dia. É uma responsabilidade a oração com Nossa Senhora, estarmos com ela, fazendo-lhe companhia e deixando-nos acompanhar, pois no calvário Jesus nos entregou a ela e ela a nós: «Mulher, eis o teu filho», «Eis a tua mãe». Por Maria chegamos a Jesus e com a sua intercessão podemos sentir o Céu mais próximo e a salvação da Ressurreição eterna. Rezemos, rezemos muito com Maria para alcançarmos os bens que precisamos e que o mundo precisa no tempo presente. Paz e bem!
quinta-feira, março 17, 2022
sentir o pulsar da vida (e)
Há muitas coisas que nos podem fazer elevar a alma e o espírito para o Céu, mas há melodias que nos deixam arrepiados e nos fazem rezar as palavras que, por vezes, só são lidas e faladas. Sinto cada nota e cada vibração de vozes que não só fazem da letra melodia, mas que fazem do hino uma oração. Ouço esta melodia e rezo cada uma das palavras com uma certeza: só vale a pena amar, pois o ódio, por mais que se sofra, não vale de nada a não ser destruir o que se constrói. Por isto rezo e canto as notas e letras que ouço e digo, pois é o amor de Deus que se manifesta através do que digo e entoo neste momento. Haverá algo melhor do que sentir a paz (mesmo com tanta guerra e tanto ódio),... a serenidade da alma,... Luz terna, suave, no meio da noite leva-me mais longe...
quinta-feira, março 03, 2022
em reflexão... (3) Senhor trazei-nos a paz
A humanidade, nós próprios, já deveríamos ter aprendido a ser mais humanos, mais sinais e testemunhas do amor e da Palavra de Deus. Parece que não. Mais uma vez estamos a ser confrontados com a maldade humana, a falta de moralidade, humanismo e desrespeito pela vida do próximo. Que fazer? Rezemos e voltemos as nossas vidas para Deus, tendo a coragem de examinar as nossas consciências, expurgar os pecados, converter as atitudes, dar espaço a que a misericórdia e a graça de Deus atuem. Será este momento uma provação à Humanidade? Obviamente que sim, exigindo da minha/nossa parte conversão. Neste tempo da Quaresma que vamos viver, tenhamos a capacidade e a serenidade para a viver intensamente, fazendo acontecer as orientações quaresmais nas nossas vidas. Há três orientações dadas por Jesus: oração, a esmola e o jejum. Seja a nossa oração pela paz, pedindo todos os dias: Senhor, trazei-nos a paz, consagrando as nossas vidas ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria. Seja a esmola o renunciar a algo que se acha essencial na vida diária. Seja o jejum uma forma de penitência em ordem, não a uma dieta estética, mas a um sacrifício por alguma intenção particular (ex: cura de uma doença, pela paz, resolução de algum problema familiar e/ou social, etc).
Deixemo-nos “invadir” por sentimentos de misericórdia, de paz e de perdão. Queira cada um ser um verdadeiro sinal de fraternidade e de amor a Deus e ao próximo. Faça cada um esforço para rezar, rezar muito… A oração tem um poder imenso e resolve muitas situações. Entreguemos a vida à oração nas mãos de Jesus e de Maria! Paz e bem!
quarta-feira, fevereiro 02, 2022
em reflexão... (2) Misericórdia de Deus
A misericórdia de Deus é imensa e, sabendo que, o desafio que nos faz Cristo Salvador é: «Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso» (Lc 6, 36), temos de usá-la . Sendo Deus o Pai da Misericórdia, também eu devo ser misericordioso para com o meu próximo. Como ser a misericórdia de Deus? Ter um coração que transborda de compaixão, amor e perdão. E, sim, precisamos ser mais misericordiosos uns com os outros, para sentirmos e recebermos a misericórdia de Deus.
Estamos num momento da vida espiritual em que: reza-se muito menos; não se procura escutar nem ler a Bíblia; a prática dos sacramentos é mais social do que de alma e coração; vive-se a moralidade individual e não a moral da Igreja (como caminho de vida e salvação); não se conhece o Catecismo da Igreja Católica (como manual de instrução e vida cristã); critica-se mais do que se edificam relações e comportamentos; só se identificam problemas e não se contribui para a solução positiva; vive-se mais para si mesmo do que para o próximo. Mas há esperança? Claro que sim, tudo depende da minha/nossa vontade de mudar e converter a forma de ser e de estar na vida. Assim, este convite de Jesus, Salvador, é pertinente e urgente como solução dos males: ser misericordiosos como o nosso Pai do Céu é misericordioso.
A misericórdia de Deus é revelada em muitas ações de Jesus e, até aos nossos dias, em revelações particulares de Jesus e de Nossa Senhora que nos pedem para voltarmos para eles os corações, as orações e a vida. Quero ver Deus? Quero sentir a sua fortaleza? Quero ser curado? Quero conhecê-l’O melhor? Quero vê-l’O? Então sejamos cheios da misericórdia de Deus e usemo-la uns com outros! Quando? Todos os dias! Quantas vezes? Sempre!
quarta-feira, janeiro 05, 2022
sentir o pulsar da vida (d)
Quando a vida parece que corre mal e só há escuridão, que fazer? Para onde olhar? Que sentir? Onde encontrar forças? Realmente, quando há escuridão não sei muito onde encontrar forças a não ser na estrelinha que brilha lá no alto do Céu,... mas que afinal já são muitas estrelinhas por lá a brilhar. O que sinto hoje da vida? Sinto que quero ser uma estrela... Uma estrela a brilhar mas sem luz. É o que sinto e, quando se sente, para quê esconder? Andar na escuridão é mau, mas há sempre a luz para ver e onde chegar. Sim, é o que sinto na vida hoje.... uma intensa necessidade de afastar o que é peso e libertar um grito na noite que saia da garganta e chegue a outra galáxia. Há dias e momentos para nos sentirmos de muitas e variadas maneiras... eu neste momento sinto a escuridão, sinto o peso, sinto o negro, sinto um esmagar dos ossos,... mas olho o Céu sem desistir de ver as imensas estrelas que lá brilham e sem desistir de agarrar a mão que está estendida. Sinto que tenho de saltar da terra para o Céu!
domingo, janeiro 02, 2022
em reflexão... (1) Onde está Deus?
O fim e o início de um novo ano é sempre a oportunidade de avaliar, formular e renovar. Também a nossa vida espiritual precisa desta reflexão. O nosso itinerário de vida cristã precisa de ser renovado de dia para dia, tal como uma seara, de tempos a tempos, precisa de ser cuidada (terra, sementeira, a recolha do fruto), também nós, discípulos de Jesus precisamos de rever e renovar a vida.
Onde está Deus? Que espaço tenho dedicado ao meu encontro pessoal e comunitário com ele? Dedico-me à oração? Leio a Bíblia? Conheço o catecismo da Igreja Católica? Rezo o terço todos os dias (pessoalmente, em família ou em comunidade) como Nossa Senhora nos pede? Tenho vontade de participar na vida da paróquia? O que posso fazer mais? Sou discípulo ativo que ouve o Senhor e ponho em prática as Suas Palavras? Onde está Deus? Encontro-O no dia-a-dia? Faço para O encontrar? Como respiro a vida? Sou mais amor que ódio? Sou mais alegria que tristeza? Sou mais conciliador que problemático? Amo mais o próximo do que o julgo? Onde está Deus? Conheço os Seus mandamentos? Guardo os Seus mandamentos com a vida? Sou um Seu sinal na vida de casa, da família, dos amigos e da paróquia? Quero encontrá-l’O na vida diária? Encontro-O em mim e no meu próximo? Encontro-me com Ele na oração regular e persistente? Onde está Deus? Sou participante na Missa e na celebração da Palavra? Consigo sair da rotina do dia-a-dia para respirar a Sua Presença e a Sua Palavra? Tenho ideias para que Ele ocupe sempre e em tudo o primeiro lugar? Sou como Nossa Senhora dizendo e vivendo: “Faça-se em Mim segundo a Tua palavra”? Quero ser Santo como Ele é Santo? Confesso os meus pecados para limpar a alma e o coração? Quero comungar Jesus em estado de graça?
segunda-feira, outubro 25, 2021
sentir o pulsar da vida (c)
O que estou a ouvir agora? O piar de uns pássaros que comunicam entre si... a brisa que percorre as minhas costas e que deixa sentir o arrepio bom... a buzina do senhor do pão que está na rua ao lado, bem como os passos e as vozes a fazer os pedidos... um avião que me sobrevoa lá no alto, apesar de olhar e olhar e não o ver, ouço-o... ainda ouço o vento nos meus ouvidos... Ouve-se muita coisa, quando se isolam os barulhos que envolvem e se desenvolvem ao redor. Sente-se a vida! Sinto o pulsar da vida com o que ouço, deixando que os sons da vida inundem a minha existência.
quinta-feira, outubro 21, 2021
sentir o pulsar da vida (b)
Parado. Sem nada a ocupar os ouvidos, a não ser a força vital de tudo o que rodeia. Olhos fechados. Respiração profunda. De repente sinto o peito... o peito que se mexe cá dentro e que se quer mexer para fora. É o que sinto! Acho que poucas vezes o fiz: sentir o coração do corpo. Tenho que senti-lo mais vezes, para aprender a saber mais coisas de mim e do mundo que me rodeia, pois assim olharei a outra pessoa no seu coração e não na sua imagem. Eu tenho vida, mas ela também a tem. Eu tenho batimentos diversos, mas ela também os tem. Eu tenho dores no peito, mas ela também as tem.
Consciencializo-me, mais uma vez, que é preciso sentir mais o pulsar da vida, sentir mais o ritmo do coração do peito, para sentir mais o ritmo dos corações que me rodeiam. Porque são muitos...
e por vezes, porque não me sinto a mim mesmo, também nãos os sinto a eles. E sim, se tenho que fazer um propósito bom, verdadeiro e com horizonte, será o de sentir o que está no meu peito, para sentir mais os peitos dos outros.
quinta-feira, agosto 12, 2021
sentir o pulsar da vida (a)
Hoje estou a sentir o calor do meio-dia. Queixa-se quando há calor e quando há frio. Eu neste momento não me queixo de nada, pelo contrário, agradeço esta sombra onde estou sentado a sentir o calor do meio-dia. É grande o calor. Mas também é grande o sentir do calor: na brisa quente que o traz às pálpebras, à gota de suor que escorre pelas costas, aos pés que pisam as pinhas que vão caindo... Nunca imaginei que poderia sentir assim o calor. Dos meus recentes 40 anos, sinto que este calor me tornou a dar o arrepio na espinha que ficou perdido no tempo, por correr tanto e ter deixado de sentir o pulsar da vida. E o cheiro do calor? Incrível, pois ele também se cheira. Dá uma falta de vontade de respirar, mas é uma experiência da vida pela qual todos passamos. E o vento quente que passa e que me leva a querer sair do sítio onde estou e voltar para a comodidade do ar condicionado do carro? Extraordinário, porque quero permanecer aqui mais um pouco a sentir o calor do meio-dia.
carta (z)
Por tudo isto, Senhor, só aos Teus pés me coloco para que seja a Tua vontade e não a minha, mas também para que me dês a força para saber aceitar a Tua vontade, por mais aflição que ela me traga.
Aos Teus pés me coloco para continuar a aceitar a cruz e te confiar as minhas angústias, preocupações e tristezas, na certeza que só Tu as podes converter em alegria e luz.
Aos Teus pés me coloco para te entregar as pessoas, pois são elas a razão do ministério que Tu me deste. Entrego-as para cuidar delas e saber sempre discernir o melhor caminho para ser Teu pastor e as conduzir a Ti.
Aos Teus pés me colco, Senhor, para pedir perdão pelas minhas imperfeições,... quedas,... pecados,... e a todos peço o mesmo, tal como rezamos na missa a confissão: "confesso a Deus Todo-Poderoso e a vós irmãos que pequei muitas vezes..."
Rezo-Te a Ti Senhor,... Rezem por mim que eu continuarei sempre a rezar por todos vós.
terça-feira, maio 18, 2021
carta (x)
quinta-feira, dezembro 17, 2020
carta (w)
sábado, dezembro 05, 2020
carta (v)
Neste momento, Senhor, passa-me pela cabeça pensar a fragilidade, da qual nós somos dotados. A fragilidade também é um dom? Parece-me que sim. Um dom que nem sempre se sente, vive e assume, pois baixa defesas, faz entrar em "campos desconhecidos" e enveredar por caminhos que podem ser espirais infinitas. Assim, hoje peno na minha fragilidade como dom. Fragilidade quando erro,... fragilidade quando tremo diante de uma decisão,... fragilidade física quando não se tem o poder de curar quem se ama,... fragilidade de querer ficar "escondido" de palavras e ações que são ofensas,... fragilidade nos passos que são dados quando se quer construir pontes de união,... fragilidade pura e simples de querer e não conseguir. De querer e não ter. De querer e não ver.
Por isto, Senhor, penso na fragilidade que Tu me deste como dom para encontrar a fortaleza e a coragem que Tu abres diante de mim (e de todos nós), também como dons. Chego à breve conclusão de que uns dons levam à descoberta de outros dons. Tudo é dom! Mas, Senhor, nesta minha simples confissão a Ti, penso na real fragilidade de tantos rostos que não entendem este dom e ficam assoberbados pelo "peso" do sentimento de pequenez, incapacidade e, por vezes, inferioridade. Tu ensinas a transformar o que parece ser nada em tudo. Por isto hoje te agradeço, porque na minha fragilidade, mesmo quando chego quase ao fundo, me mostras que ela é um para melhor ver a vida e encontrar caminhos!

