terça-feira, agosto 16, 2016

carta (c)

o primeiro olhar,... o primeiro sorriso,... o primeiro toque,.. tudo quando acontece na primeira vez tem um gosto realmente especial. Escrevo-te para abrir a minha alma no sentido de que quero voltar sempre ao que é o primeiro, para me lembrar e para que tu te lembres que o que foi construído e se tornou sólido só foi possível porque houve em tempos um primeiro momento para tudo. Ainda hoje se vivem primeiros momentos e primeiras coisas, que não são mais que circunstâncias de adversidades que surgem pela provação de que o que é verdadeiro tudo suporta e é ultrapassado. Sim, Amor, és tu que me guias pela vida e desde o primeiro suspiro sei que só contigo e em ti consigo ir mais além. Lá escreve S. Paulo que a mansidão, a humildade e a paciência são três virtudes essenciais para a vida, mas que também só se vivem porque é o amor que tudo suporta. Sim, Amor, tu és o que me dá força para que em cada queda eu me levante, para que em cada sonho eu sonhe mais, para que em cada palavra eu sinta a lamechice dos afetos, para que em cada adversidade que aparece consiga olhar em frente,... Sim, Amor, é tu que me faz acreditar todos os dias que as pessoas de mau coração podem ser boas,... que a inveja vai dar lugar à fraternidade,... que as dúvidas serão colocadas e serão acreditadas,... Sim, Amor, só tu me fazes suportar o que diariamente me faz descer as lágrimas porque sendo as pessoas o importante da vida, também são as pessoas que mais mal fazem à própria vida. Amor, quero o teu conforto, a tua consolação, o teu abraço, o teu beijo... quero-te só a ti sem que mais ninguém possa interferir entre nós, mas dando conta que és Tu e eu que podemos estar presentes na vida dos nossos próximos. 
Amor, quero-te hoje, como te quis ontem e te vou querer amanhã.